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NOVO! Destaque Semanal


Elaborado por Fernanda Senna.
Economista do Banco BanifPrimus.


17/10/2000

O Petróleo e o COPOM...

  • Mais uma vez o Comitê de Política Monetária deve optar pela manutenção da taxa Selic em sua reunião nessa quarta-feira. Em sua última reunião, o Banco Central atribuiu a alta do petróleo no mercado internacional como a principal razão da manutenção dos juros.

  • Apesar das boas notícias no cenário interno: desaceleração dos índices de inflação, bom desempenho fiscal e perspectivas de um crescimento sustentável; além da melhora da classificação do risco Brasil segundo a Moody's, o cenário externo não apresentou mudanças positivas que pudessem justificar alteração na condução da política monetária. Ao contrário, o ambiente externo mostrou-se mais volátil nessa última semana por conta de incertezas geradas pelos atritos no Oriente Médio e pela expectativa de um inverno rigoroso no hemisfério norte, que acabaram afetando os preços do petróleo consideravelmente.

  • O efeito de aumento dos preços do petróleo na economia de países importadores líquidos como o Brasil já é conhecido: aumento da inflação. O Banco Central já considera um aumento de 5% nos preços internos dos derivados do petróleo ao consumidor final até o final do ano. Nesse cenário, a meta para 2000 seria atingida. A inflação medida pelo IPCA deverá ficar um pouco acima dos 6%, mas dentro do seu intervalo de tolerância. No entanto, existe preocupação com a meta no próximo ano. Caso os preços do petróleo não apresentem melhora, provavelmente será necessário um novo aumento de preços dos combustíveis no ano que vem. Assim, como mudanças nos juros agora só terão efeito nos preços em 2001, seria prudente a manutenção da taxa Selic, principalmente porque a meta do ano que vem é mais apertada (4%).

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