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NOVO! Macroeconomia - Europa


Elaborado por Jorge Barros Luís.
Economista-chefe do Banco Banif.


04/10/2000

As pressões sobre os preços na zona Euro continuaram a fazer-se sentir no decurso da última semana. Na Bélgica o IPC atingiu em Setembro uma taxa de variação homóloga de 3.4%, contra os 2.9% registados em Agosto. Em Itália, os valores previstos para Setembro apontam para uma variação homóloga de 2.6%, igual à verificada em Agosto, elevando a variação média anual de 2.2% para 2.3%.

Ao nível dos preços na produção as pressões também continuam a ser fortes. De facto, em França a variação homóloga do IPP manteve-se em Agosto em 5.9%. Em Espanha e Itália registaram-se ligeiras descidas, respectivamente de 5.5% e 6.6% para 5.1% e 6.1%, mas as variações médias prosseguiram a sua subida, respectivamente de 4.3% e 3.8%, em Julho, para 4.6% e 4.4%, em Agosto (figura 1).

Se consideramos que os efeitos do aumento do preço do petróleo ainda não estão totalmente repercutidos e que as variações do IPP se reflectem no IPC com um desfasamento médio entre 3 e 6 meses, os preços no consumidor irão ainda acelerar até ao final do ano.

As cotações do crude nos mercados à vista e a prazo continuam a reflectir expectativas de preços elevados, embora abaixo dos máximos anteriormente atingidos. De facto, apesar da descida do preço spot do Brent em cerca de $2 na última semana, as cotações dos contratos de futuros com data de vencimento em 2001 têm vindo a subir, situando-se a cotação do contrato com vencimento em Dezembro de 2001 já próxima dos $27 (figura 2).

Os efeitos da evolução desfavorável do preço do petróleo começam também a afectar as economias da Ásia, nomeadamente a China, a Coreia, a Indía e até alguns países exportadores de petróleo, como a Malásia, Indónesia e Filipinas, que tiveram de subir o preço dos combustíveis em mais de 10%.

Relativamente à economia americana os últimos indicadores continuam a revelar sinais de forte crescimento, embora a um nível inferior ao do primeiro semestre.

De facto, o rendimento das famílias cresceu em Agosto 0.4% face a Julho, enquanto o consumo sofreu um acréscimo de 0.6% fazendo diminuir a taxa de poupança para o valor mais baixo desde 1959. Em paralelo, o indicador de confiança dos consumidores aumentou 0.8% em Setembro.

As perspectivas empresariais em relação ao futuro parecem também manter-se fortes, atendendo à subida em Setembro do indicador NAPM sobre as expectativas de produção (0.8% face a Agosto), a primeira variação mensal positiva desde Março. No mesmo período o Chicago Purchasing Manager Index subiu 10.5%.

Ao invés, as subidas de taxas de juro anteriores continuam a arrefecer o mercado imobiliário em relação a 1999. Assim, a variação média anual das vendas de habitações novas reduziu-se em Agosto, de –1.8% para –2.6%, embora o nível de vendas no ano passado tenha sido excepcionalmente elevado.

O crescimento económico dos EUA para o segundo trimestre foi revisto em alta, tendo a taxa de crescimento homóloga anual passado de 5.3% para 5.6%. No entanto, esta revisão não altera de forma significativa as nossas perspectivas sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal até ao final do ano (manutenção de taxas), bem como sobre a taxa de crescimento do PIB dos EUA, que deverá situar-se em cerca de 5%.

No Japão, voltaram a surgir sinais de retoma económica ao nível da indústria. De facto, o índice de produção industrial registou o maior crescimento desde 1993, com uma variação em Agosto de 3.3% face ao mês anterior. Para além disso, o índice Tankan subiu no terceiro trimestre para o valor mais alto dos últimos 3 anos.

Estes indicadores de retoma devem ainda ser vistos com alguma precaução, uma vez que permanecem alguns sinais contraditórios. Por um lado, o volume de importações de petróleo registou uma queda pelo terceiro mês consecutivo, tendo descido em Agosto 2.5% face a igual mês do ano passado. Por outro lado, a construção de casas novas e o número de ordens de construção também registaram quedas em Agosto, tendo descido, em termos homólogos, 3.8% e 5.4%, respectivamente.

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